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Telefônica faz oferta de R$ 6,5 bilhões para comprar a GVT

A Telefônica anunciou nesta quarta-feira, 7, uma proposta de compra por 100% das ações da operadora de telecomunicações brasileira GVT. A empresa oferece R$ 48,00 por papel da operadora, em dinheiro, o que equivale a um total de R$ 6,5 bilhões. A proposta é 14,3% maior do que a anunciada em 9 de setembro pela francesa Vivendi, que não opera telecomunicações no Brasil. O anúncio desta quarta-feira pode fazer com que a Vivendi apresente um novo lance. A GVT surgiu como competidora da Brasil Telecom e expandiu suas operações. Hoje, ela está presente em mais de 80 cidades. Nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, no entanto, só atende a clientes corporativos.
A compra da GVT marcaria a entrada da Telefônica no mercado residencial de telefonia fixa e banda larga fora do Estado de São Paulo, concorrendo diretamente com a Oi, que comprou a Brasil Telecom no ano passado. “A aquisição da GVT é um negócio que faz bastante sentido para a Telefônica”, afirmou Luis Minoru Shibata, diretor de Consultoria da PromonLogicallis. “Há muito tempo o mercado espera uma oferta da Telefônica pela GVT.”
“As operações da GVT apresentam um encaixe geográfico perfeito com as operações da Telesp (Telefônica) e a complementaridades dos seus negócios não apenas permitirá que a Telesp tenha uma presença efetiva na Região II do PGO [antiga área da Brasil Telecom, que engloba Estados das regiões Centro-Oeste e Sul do Brasil], como também propiciará a ampliação da concorrência no mercado de telecomunicações em âmbito nacional”, informou a Telefônica, em fato relevante.
O negócio depende da aquisição de pelo menos 51% das ações emitidas pela empresa ou que tiveram sua emissão aprovada pelos acionistas. Também depende da dispensa da aplicação dos mecanismos de proteção de dispersão da base acionária (também chamados de “poison pills”), presentes no estatuto da empresa. A compra precisa ser aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelas autoridades de proteção da concorrência.
Em junho, a GVT tinha 1,2 milhão de clientes de telefonia fixa, 541 mil de banda larga e 135 mil de telefonia via internet. “A rede da GVT oferece um diferencial muito grande, pois ela leva as fibras ópticas muito perto da casa do assinante”, disse o analista Júlio Püschel, da consultoria Yankee Group. “Até agora, a maior limitação a uma presença maior da empresa foi o aporte de investimentos.” A GVT é controlada pelo Grupo Swarth e pela Global Village Telecom Holland BV.

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A Telefônica anunciou nesta quarta-feira, 7, uma proposta de compra por 100% das ações da operadora de telecomunicações brasileira GVT. A empresa oferece R$ 48,00 por papel da operadora, em dinheiro, o que equivale a um total de R$ 6,5 bilhões. A proposta é 14,3% maior do que a anunciada em 9 de setembro pela francesa Vivendi, que não opera telecomunicações no Brasil. O anúncio desta quarta-feira pode fazer com que a Vivendi apresente um novo lance. A GVT surgiu como competidora da Brasil Telecom e expandiu suas operações. Hoje, ela está presente em mais de 80 cidades. Nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, no entanto, só atende a clientes corporativos.


A compra da GVT marcaria a entrada da Telefônica no mercado residencial de telefonia fixa e banda larga fora do Estado de São Paulo, concorrendo diretamente com a Oi, que comprou a Brasil Telecom no ano passado. “A aquisição da GVT é um negócio que faz bastante sentido para a Telefônica”, afirmou Luis Minoru Shibata, diretor de Consultoria da PromonLogicallis. “Há muito tempo o mercado espera uma oferta da Telefônica pela GVT.”

“As operações da GVT apresentam um encaixe geográfico perfeito com as operações da Telesp (Telefônica) e a complementaridades dos seus negócios não apenas permitirá que a Telesp tenha uma presença efetiva na Região II do PGO [antiga área da Brasil Telecom, que engloba Estados das regiões Centro-Oeste e Sul do Brasil], como também propiciará a ampliação da concorrência no mercado de telecomunicações em âmbito nacional”, informou a Telefônica, em fato relevante.

O negócio depende da aquisição de pelo menos 51% das ações emitidas pela empresa ou que tiveram sua emissão aprovada pelos acionistas. Também depende da dispensa da aplicação dos mecanismos de proteção de dispersão da base acionária (também chamados de “poison pills”), presentes no estatuto da empresa. A compra precisa ser aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelas autoridades de proteção da concorrência.

Em junho, a GVT tinha 1,2 milhão de clientes de telefonia fixa, 541 mil de banda larga e 135 mil de telefonia via internet. “A rede da GVT oferece um diferencial muito grande, pois ela leva as fibras ópticas muito perto da casa do assinante”, disse o analista Júlio Püschel, da consultoria Yankee Group. “Até agora, a maior limitação a uma presença maior da empresa foi o aporte de investimentos.” A GVT é controlada pelo Grupo Swarth e pela Global Village Telecom Holland BV.

Fonte: Estado de São Paulo

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